Mais da metade da humanidade está confinada em suas casas, enquanto os governos tentam conter a propagação do vírus mortal.
Os líderes mundiais estão tentando descobrir quando — e como — relaxam as medidas de contenção para reativar a economia devastada.
Trump está ansioso para liberar a retomada da atividade econômica, enquanto outros países europeus também afetados pelo vírus estão lentamente se movendo em direção à normalidade, com a reabertura de algumas lojas e escolas.
China nega acusações
O presidente americano anunciou nesta semana uma "reabertura" por etapas dos Estados Unidos, mas hoje ele voltou à questão do número de mortos na China, depois que a cidade de Wuhan adicionou 1.290 mortes ao total de falecimentos pelo novo coronavírus.
Com esses novos dados, que correspondem apenas a Wuhan, o balanço total de óbitos — devido a "atrasos" e "omissões" nos registros — passou a 4.632 neste país de quase 1,4 bilhão de habitantes.
"A China acaba de anunciar uma duplicação no número de mortes pelo Inimigo Invisível. É muito maior que isso e muito maior que o dos Estados Unidos, nem chega perto!", escreveu no Twitter o presidente americano.
Atualmente, os Estados Unidos são o país com mais mortes relatadas pelo vírus, com cerca de 33.000 óbitos.
Líderes na França e no Reino Unido também criticaram a forma como a China lidou com a crise, e o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que seria "ingênuo" pensar que Pequim lidou bem com a pandemia.
Até agora, acredita-se que o coronavírus tenha aparecido em um mercado popular em Wuhan, onde certas espécies de animais exóticos são vendidas para consumo humano.
O novo coronavírus teria origem animal, semelhante a um patógeno presente em morcegos, e teria se espalhado para o homem e sofrido mutação.
Mas a imprensa americana abriu uma nova hipótese. Segundo o The Washington Post, a embaixada dos Estados Unidos em Pequim alertou há dois anos sobre medidas de segurança ruins em um laboratório que estuda coronavírus de morcego.
Pequim, sob críticas internas e externas por supostamente ter subestimado a situação e favorecido a disseminação do vírus, respondeu hoje às acusações.
"Nunca ocultamos nada e nunca autorizamos ocultação", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian.
Com informações do portal UOL
